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Sexta, 23 de outubro de 2015, 09h12 | Tamanho do texto: A- A+

ARTIGO

Já temos respostas

EDUARDO CHILLETO
Secretário de Estado de Cidades

Se antes vivíamos em um passado de incertezas, hoje podemos dizer que um norte se aproxima. O ano de 2014 foi para os mato-grossenses um período em que muito se esperou, mas nada foi concretizado. As obras que estavam previstas para a Copa do Mundo seguiram, até dezembro do último ano, sem direcionamento. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) parecia caminhar para um rumo sem fim e a dúvida era entender por qual motivo se concluiria uma grande obra se, ao final dela, a gestão seria incerta.

Ao longo dos meses, muita água correu embaixo da ponte. Foi preciso trabalho conjunto e focado na certeza de que é preciso dar satisfação à população mato-grossense. E ainda mais, obras conclusas com qualidade. A Secretaria de Estado das Cidades (Secid), Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Controladoria Geral do Estado (CGE) estudaram minuciosamente cada contrato. Órgãos de controle e fiscalização também fizeram sua parte. E quando se busca informação, muito se tem.

Dos contratos relacionados às obras da Copa do Mundo, 90% apresentaram inconsistências. Dentre as mais graves estão o vencimento de documentos ainda na antiga gestão estadual, a ausência de pagamentos para empresas, saldos a executar, além de processos de penalidades pendentes. Com um governo trabalhando de forma transparente e junto à legalidade, as obras não poderiam ser reiniciadas desta maneira. E não foram. E não vão.

Com o VLT, a história não foi diferente. Além das irregularidades em projetos e desapropriações, inexistência de previsão custos de operação, modelo tarifário indefinido e um modal sem matriz de origem e destino atualizada, a obra desde o seu início já estava fadada a não ser concluída dentro do prazo determinado. A antiga gestão estadual se prestou ao papel de tentar convencer a população de algo ilógico.

Mas, o que fazer com o passado? E as informações obtidas? E toda a irregularidade encontrada e a ausência de planejamento? Foi preciso transformação. Trabalhar de forma transparente, pautar, planejar e regularizar. Para isso, a gestão precisou ser conjunta. Unir esforços, encontrar as verdadeiras respostas e chegar neste momento, onde a caminhada vai tomando rumo tranquilo e com fim certeiro.

Hoje já temos respostas. A atual gestão estadual tem se debruçado diariamente em trabalho para desenrolar este grande nó herdado. A transparência e o planejamento são as vertentes seguidas pelo governo Pedro Taques. No caso do VLT, a empresa KPMG Consultoria assinará, nos próximos dias, o contrato para início dos trabalhos de consultoria especializada. Os relatórios irão auxiliar o Estado a dar o devido andamento às obras do moderno modal.

As demais obras da Copa também já têm destino certo. Junto com o Tribunal de Contas de Mato Grosso, o Estado assinou Termos de Ajustamentos de Gestão (TAG). Com direcionamento pautado na legalidade, as obras poderão ser reiniciadas de forma regular, conclusas em prazo real e entregues com qualidade.

O trabalho não está próximo ao fim, mas será finalizado com respeito, planejamento, transparência e regularidade, como sempre deveria ter sido feito.

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