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Terça, 24 de novembro de 2015, 10h46 | Tamanho do texto: A- A+

SEJUDH

Torneio de futebol reúne 119 recuperandos no CRC

Todos os participantes receberão uma carta de elogio que será anexada à pasta de processo de cada um

RODRIGO MACIEL MELONI
Assessoria/ Sejudh-MT

Mato Grosso se destaca cada vez mais no processo de ressocialização e humanização do Sistema Penitenciário (Sispen). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já citou unidades penitenciárias do Estado entre as melhores do Brasil, como o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), antigo “Carumbé”. Um exemplo de boas práticas é o Torneio de Futebol Mini Gol de Ressocialização, que está na 2ª edição.

A competição conta com 17 equipes, sendo três jogadores em campo e quatro reservas, totalizando 119 recuperandos participantes. “Isto é fruto do trabalho e dedicação dos servidores da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos”, disse o titular da Sejudh, Márcio Dorilêo.

Os jogos acontecem nas segundas, quartas e sextas-feiras, no período da tarde, até a segunda quinzena de novembro. Serão entregues troféus para os três primeiros colocados, para a “Equipe Mais Disciplinada”, o artilheiro e o jogador destaque. Além disso, todos os participantes receberão uma carta de elogio que será anexada à pasta de processo de cada um.

Para o secretário, o torneio cumpre o papel de reintegração social pelo qual os detentos passam. “Em primeiro lugar é lazer, e também uma forma de desestressar quem está aqui dentro. Mas de qualquer maneira é um direito que eles estão adquirindo pelo bom comportamento. Essa é uma unidade exemplar. A PCE [Penitenciária Central do Estado] já está realizando um campeonato lá na unidade e quem vencer aqui [CRC] jogará com o vencedor de lá [PCE]”.

O diretor do CRC, Winkler de Freitas Teles, organizador do torneio, esta contente com os resultados que vem alcançando. “O 1° Torneio veio ao encontro das diversas maneiras de conduta, visando uma convivência harmônica no coletivo entre os recuperandos, e se revela um importante recurso pedagógico no processo de ressocialização”.

Propiciar por meio do esporte e lazer um pouco mais de humanização dentro do sistema tira o “peso” de estar preso em uma unidade prisional, avaliou o secretário de Justiça. “Hoje o CRC é totalmente diferente do que era no passado, é praticamente a metade da população que tinha um ano atrás”.

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