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Segunda, 16 de novembro de 2015, 10h34 | Tamanho do texto: A- A+

INDÍGENAS

Comunidade indígena no Xingu participa de curso sobre apicultura

ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT

Indígenas da Aldeia Aribaru, da etnia Juruna, localizada no município São José do Xingu (1.200 km a Nordeste de Cuiabá), Região do Araguaia, participaram do curso de qualificação e Boas Práticas Apícola, realizado pela Associação Indígena Arupada em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Durante três dias o técnico agrícola da Empaer, Anderson Conceição Teixeira, abordou informações teóricas e práticas sobre a cadeia produtiva do mel.

Conforme Anderson, o objetivo foi capacitar os indígenas para a criação de abelhas e produção de mel. Ele destacou que a apicultura é uma atividade capaz de causar impacto positivo, social e econômico, além de contribuir para a manutenção e preservação do ecossistema existente. A possibilidade de implantar apiários no local é algo novo, e ainda pouco explorado. Agora vão trabalhar na implantação da apicultura na aldeia. A qualificação contou com a participação de 17 indígenas.

Durante a qualificação, o técnico falou sobre a criação de abelhas africanizadas – Apis mellifera, com enfoque no manejo de colmeias, como capturar abelhas, Equipamento de Proteção Individual (EPI) utilizado no trabalho, cuidados e higiene na manipulação do mel, cera, geleia real, própolis, pólen, polinização nas culturas e outros. Segundo Anderson, o treinamento é fundamental e reconhecer o manejo é ideal para criação que requer pouco esforço e apenas cuidado.

O técnico agrícola da prefeitura, Lúdio Souza Barros, que presta atendimento a comunidade indígena Aribaru, falou que a aldeia possui 115 pessoas que trabalham com a agricultura e cultivam milho, mandioca, abóbora, banana da terra, melancia e outros. E os índios estão testando duas caixas de abelha para aprender a produzir mel.

O secretario da Associação Indígena Arupada, Antônio César Ferreira, disse que os índios Juruna têm uma agricultura forte e produzem para a merenda escolar. Segundo Ferreira, na aldeia possui a Escola Estadual Bitahama que compra 100% dos produtos da agricultura familiar. “A produção de mel é para atender a escola e consumo da comunidade”, enfatizou Antônio.

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