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Terça, 25 de novembro de 2014, 15h41 | Tamanho do texto: A- A+

MOBILIDADE URBANA

Engenheiro fala do desafio de construir uma obra complexa como a trincheirona

O evento Copa do Mundo exigia a corrida contra o tempo, e o fato de ser uma obra inédita com técnicas que ainda não tinham sido executadas em Mato Grosso como a parede de atirantamento aumentou o nível de exigência

CIRLENE LOPES/SECOPA
secopa

“Valeu a pena. Se tiver outra trincheira para fazer eu vou fazer”. A afirmação é do engenheiro civil da Secopa, Jamir Sampaio, que atuou em diversas obras executadas pela Secretaria, mas especialmente na construção da maior trincheira do pacote de mobilidade urbana. Ao inaugurar a trincheira Jurumirim/Trabalhadores Jamir representou a equipe técnica para fazer uma análise do intenso período em que foram desafiados a concluir grande número de obras, de alta complexidade num curto prazo. “Achei um desafio muito grande e encarei porque percebi que seria uma grande experiência profissional”, disse o engenheiro que é coordenador de Infraestrutura da Secopa.

 

O evento Copa do Mundo exigia a corrida contra o tempo, e o fato de ser uma obra inédita com técnicas que ainda não tinham sido executadas em Mato Grosso como a parede de atirantamento aumentou o nível de exigência. Jamir explica que no caso da Trincheirona o processo foi desafiante desde o início. O primeiro passo foi definir qual obra executar naquele ponto. Viaduto, trincheira ou misturar os dois. O engenheiro comenta que urbanisticamente por estar no perímetro de duas rotatórias quase saturadas e bem próximas, a equipe optou pela trincheira. “Se fosse um viaduto acabaria sendo uma estrutura muito semelhante àquela de São Paulo chamada de minhocão, ia ficar muito pesada. Um quilômetro dentro da cidade,” disse Jamir Sampaio.

 

Depois de receber e analisar os projetos, veio em seguida a etapa de planejar a execução. “As rotas alternativas e as interdições. Nessa fase tivemos profissionais ligados á engenharia de transportes, geologia e geotecnia. Era um corpo técnico da Secopa e do consórcio vencedor”, destacou.

 

Jamir cita a importância da participação de muitos profissionais nesse período, mas reforça a definição dos arquitetos Rafael Detoni e Marcelo Oliveira (que na época era secretário-adjunto de Infraestrutura da secopa) como preponderantes no desenvolvimento.

 

DESAFIOS DIÁRIOS

A remoção de interferências foi sem dúvida o maior gargalo de uma obra que chegou a oito metros de profundidade na escavação. A falta de um cadastramento da rede de água e esgoto provocou muitas imprevisibilidades. Jamir comentou o fato de adutoras de água que foram encontradas com cinco metros e meio a seis metros de profundidade. A Miguel Sutil quando foi duplicada não deixou um cadastro confiável, o que gerou surpresas desagradáveis e exigia decisão rápida da equipe. “Depois que começou a obra eram desafios diários, deparávamos com problemas todos os dias e a solução também tinha que ser rápida”, destacou.

 

A parte de geotecnia e mecânica do solo foi muito importante para analisar a qualidade do material para saber que tipo de equipamento utilizar. “Trouxemos profissionais renomados com atuação no Brasil para dar um parecer confiável nesse assunto”.

 

Encontrar ligações clandestinas de rede de esgoto interferiu no resultado e na produtividade da obra. Nessa situação era necessário pular uma etapa de execução até solucionar a questão do solo.

 
“Na execução da cortina atirantada também enfrentamos interferências, entre a rotatória da Trabalhadores e Jurumirim, como um campo de futebol e tanques de combustíveis. Foi preciso recalcular o tamanho do tirante e mudar o ângulo”, completou exemplificando um dos casos ocorridos no desenvolvimento da obra.

 

De acordo com Jamir os desafios eram rapidamente solucionados, a equipe tinha que tomar decisão, investigar, negociar e interromper se preciso. Mas, sempre encontrar uma solução. O fiscal da Secopa ultrapassava a parte técnica, o engenheiro era líder do processo. O papel do fiscal é verificar se está fazendo conforme a licitação, mas nesse caso ele tinha que pensar na parte administrativa, a legalidade, conduzir o processo.

 

Para o engenheiro o diferencial para seu currículo foi coordenar grandes equipes e atuar em obras inéditas para Mato Grosso e define como mais difícil enfrentar o curto prazo e executar obra no período intenso de chuva. “A nossa obra foi dinâmica do princípio ao fim,” argumentou.

 

Aos 37 anos o engenheiro considera que valeu a pena e sai com uma grande bagagem profissional. Natural de Rondônia, mora em Mato Grosso há 20 anos.

 

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