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Segunda, 17 de novembro de 2014, 11h00 | Tamanho do texto: A- A+

Há 26 anos dá vida mato-grossense às suas aulas


Cuiabá-MT

 

  • Josi Pettengill/Secom-MT
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Ele já foi Sydnei Magal, neste ano é Lulu Santos. A transformação se deve à atividade do coordenador de Eventos do Colégio Master, Paulo Sergio Fanaia, que normalmente expõe sua veia artística nos encontros de alunos, realizados tradicionalmente um dia após a realização do Enem. Das suas raízes, de Cáceres onde nasceu, trouxe há 27 anos um projeto que visa mostrar o Pantanal para alunos do ensino fundamental, o Cai n´água capivara.

 

 

Professor de Geografia desde os 20 anos, reproduz, de certa forma, um cotidiano de uma infância rica à beira do Rio Paraguai, quando ficava observando o avô atravessar o rio para pescar, diariamente, na margem oposta da cidade. A mãe Nety, as tias Olga e Eliete eram professoras e o inspiraram a vir para Cuiabá em busca de mais estudo.

 

A brincadeira de ser professor com os irmãos Celso e o primo João Edson (hoje também professores) começava a virar coisa séria. Frequentou a Escola Técnica e foi apaixonar-se por cartografia no curso da UFMT, quando desde as primeiras aulas do professor Adyr Nascimeno Rolin assumiu a monitoria.

  

Durante o curso ainda lecionou no colégio Cesário Neto até que ingressou na cooperativa que fundou o colégio Master. Depois foram rápidas passadas pelos cursos da UNIC especializações em Planejamento Cartográfico e em Educação Ambiental. “Falar sobre o Pantanal não é a mesma coisa que mostrar o Pantanal”, foi com esta perspectiva que criou primeiro projeto o Cai n`água capivara, onde desenvolve com os alunos a feitura do mapa da região a ser visitada e posteriormente vai até o local.

 

Com este mesmo espírito criou o projeto Por dentro do Cerrado, onde anualmente coloca os estudantes em contato com o “pai das águas do Brasil”. “Nós temos aqui no cerrado as nascentes das três maiores bacias hidrográficas do Brasil, a Platina, a Amazônica e a do Araguaia”, explica. Suas aulas de campo já geraram livros que ainda permanecem internos para estudo dos alunos e revelam outra de suas aptidões: tem ensaios fotográficos publicados na revista Caros Amigos, uma das mais conceituadas do Brasil.

 

No jornalismo também foi correspondente por quatro anos da revista Placar, especializada em esportes. Uma compensação para quem um dia sonhou estudar jornalismo, um curso que por não ter em Cuiabá o levou a optar pela Geografia, para precocemente dirigir seus interesses pelo meio ambiente, quando pouco se falava de poluição ambiental.

 

A geografia o levou além da literatura e da fotografia. Chegou a produzir um filme de 40 minutos com participação do poeta Ivens Scaff, cacerense como ele, que junto com 30 alunos e quatro professores se internaram nas margens do Rio Coxipó por quatro dias para realizar “Uma maneira simples de voar”.

 

O filme apresentado anualmente na escola foi lançado na inauguração da praça Enelinda Scalla, no bairro Boa Esperança. Fanaia, com 3 filhos e 2 netos ainda encontra tempo para seu passatempo predileto, o jogo de botão, que na sua casa é praticado com estrutura profissional. Seus outros hobbies ele divide ou com as aulas, quando desenha os mapas junto com os alunos, quando fotografa as expedições no Pantanal e no Cerrado ou quando canta, invariavelmente às sextas-feiras no colégio Master, uma atividade que desenvolve o Intervalo Cultural, 20 minutos de música no espaço de lazer da escola.

 

De vez em quando ainda imita Mazzaropi, de quem se considera um dos principais fãs. Do mais recente personagem que encarnou, Lulu Santos, neste ano vai ficar um CD com cinco músicas, para distribuição aos amigos.