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Sábado, 20 de setembro de 2014, 16h15 | Tamanho do texto: A- A+

Há 25 anos aprimora o Coral da UFMT


Redação/Secom-MT

Chico Valdiner/Secom/MT
Dorit Kolling dirige o Coral da UFMT
Ainda adolescente Dorit Kolling deixou São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, para ser mais uma voz do Coral da UFMT

Era o ano de 1988, em Porto Alegre, em meio a apresentações musicais de corais, uma adolescente recebe um convite para vir para Cuiabá. Entre abandonar um trabalho que vinha fazendo há cinco anos e aventurar-se na participação de fazer funcionar um curso de música, Dorit Kolling não hesitou. Aqui ela teria também um componente para sua vida que, literalmente, herdou do pai: a participação em um coral. Iria ser mais uma voz do Coral da UFMT.

 

Arrumou a mala, deixou a família em São Leopoldo, sua terra natal, o coral  que regia e no dia 03 de março chegava a Cuiabá para ser mais uma professora de piano no Conservatório Musical de Mato Grosso, escola que por muito tempo foi referência no ensino musical da capital mato-grossense. Participando do Coral ajudou a construir o curso de Música da UFMT, assumiu a regência do Coral da UFMT e no mês de agosto deste ano comemorou 25 anos de atividades no Coral da universidade.  
 

 

 

 

Hoje Dorit divide sua vida em aulas de música no curso de Artes da UFMT, é mãe de dois filhos frutos de uma família que construiu praticamente dentro do Coral (o marido Clovis Oliveira ela conheceu trabalhando) e no cotidiano de ensaios de segunda a sexta. “Eu me considero uma gaúcha que adotou Mato Grosso”, se define totalmente ambientada ao clima e aos costumes locais. 
 

Nesses anos todos aprofundou o trabalho que começou vendo o pai Aloísio Silécio Kolling trabalhando no Coral da Sociedade Ginástica de São Leopoldo (RS), passou pela graduação em música no Instituto de Artes da UFGRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e se completou numa especialização em música brasileira. Realiza um trabalho com a comunidade e manteve a visibilidade nacional e internacional do Coral da UFMT Ela ainda agregou músicas regionais ao repertório do Coral que já cantou Moreninha Cuiabana, Leverger, Cunhata iporã, Kykyo, Trem do Pantanal, dentre outras canções populares e ajudou a juntar um acervo de duas mil partituras com arranjos para Coral, que a universidade disponibiliza para outros corais de Mato Grosso. 
 

 

 

 

 

 

Chico Valdiner/Secom/MT
Dorit Kolling dirige o Coral da UFMT
Pela regência de Dorit Kolling já passaram pessoas que hoje se destacam como músico profissional fora do Mato Grosso

Atenta ao perfil universal da música, jamais abandonou o lado erudito e até aceitou o grande desafio de percorrer os caminhos ecléticos de Carmina Burana, uma ópera que foi montada na sua versão original, com dois pianos, coros adulto e infantil e solistas. E nessa linha também percorreu os acordes da Flauta Mágica, junto com a orquestra da UFMT.   
 

Considera marcante em sua trajetória a apresentação de músicas dos famosos Festivais da Canção que mudaram o patamar da música popular brasileira, com a agregação de um cancioneiro que até então passava distante do Show Business. Atualmente prepara-se para mais um voo na música popular. Ensaia, para apresentar em breve, músicas de Chico Buarque de Holanda. “Cada apresentação é um ponto de partida, quando a música termina já estamos pensando o que vamos fazer para superar isto”, confidenciou. E nessa rotina tem visto passar por sob sua regência desde donas de casa que buscam diversificar suas atividades a estudantes que procuram o Coral como mais uma atividade ofertada pela universidade. “É um curso de extensão universitária que visa trabalhar o lado sensível por meio da cultura”, define. “No trabalho coletivo do coral as pessoas perdem a timidez, cuidam da saúde vocal, exercitam a disciplina e aprendem técnicas musicais”, complementa.     
 

E assim passam por sua regência até mesmo pessoas que acabam se destacando como músico profissional. Maurício Detoni e Marcela Mangabeira aprimoraram a voz no canto coletivo. Detoni, estudante de biologia na época, chegou a ser regente de Coral antes de enveredar pelo sucesso que a vida profissional do músico confere. Mangabeira chegou como participante da comunidade. Outras como Magali e Bete, ex integrantes do coral, mesmo sem ter a visibilidade dos cantores, Detoni e Mangabeira, hoje ganham a vida profissionalmente no Coral Paulistano, após saírem da UFMT. Da mesma forma acontece com regentes de corais em Mato Grosso que desenvolvem atividades em instituições como Sesc, Tribunal de Contas e empresas. André Reges, depois de passar pelo Coral da UFMT, foi organizar um coral em Campo Verde e atualmente está criando a orquestra da cidade.